domingo, 11 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
RECONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA COLETIVA DO JARDIM NOVA MERCEDES
A EMEI Carlos Drummond de Andrade teve suas atividades reconhecidas pelo Museu de Imagem e Som (MIS) que incluiu na programação oficial do evento "Primavera nos Museus" a apresentação do projeto "Memórias da comunidade", que vem sendo desenvolvido pela equipe educativa, desde 2009. Foram organizadas exposições fotográficas e documentais, houve a exibição de filmes de animação (stop motion) e de documentário produzido pelas educadoras Luciana Cunha Risso e Vanda Regina Marin, como também foram proferidas palestras pelas professoras: Paula Alves de Souza e Ivete Pereira para registrar a importância da presença da comunidade nas atividades escolares. Toda equipe educativa esteve presente para discutir com os presentes o trabalho de recuperação da memória do bairro, que também tem sido representada pelas profissões dos pais e pela pesquisa sobre o meio ambiente. A pesquisadora do MIS, Juliana Junqueira, esteve na EMEI ministrando oficinas de fotografia, para que os educadores pudessem aprimorar seus conhecimentos, uma vez que o uso de imagens tem sido constante no cotidiano das crianças.(Texto:Lilian de Cásia Alvisi).
O SONHO DE TRÊS MULHERES
O SONHO DE TRÊS MULHERES
Por meio do curso de stop montion, oferecido pelo CEFORTEPE, pudemos aplicar com as crianças do agrupamento III –B o que aprendi. No horário do projeto “ABC DIGITAL” produzimos um filme de curta metragem, para contar de forma lúdica e prazerosa a história da luta pela Educação Infantil no Jardim Nova Mercedes. Contamos de forma simples para as crianças e começamos a trabalhar a produção. As crianças modelaram os personagens e os cenários. Percebemos o quanto gostaram, pela empolgação em nossos encontros.Fizemos as gravações das vozes das crianças e conseguimos editar o filme que conta história de oradoras que conquistaram a construção de uma escola para crianças. Professoras Luciana Cunha Risso e Vanda Regina Pereira Marin
Por meio do curso de stop montion, oferecido pelo CEFORTEPE, pudemos aplicar com as crianças do agrupamento III –B o que aprendi. No horário do projeto “ABC DIGITAL” produzimos um filme de curta metragem, para contar de forma lúdica e prazerosa a história da luta pela Educação Infantil no Jardim Nova Mercedes. Contamos de forma simples para as crianças e começamos a trabalhar a produção. As crianças modelaram os personagens e os cenários. Percebemos o quanto gostaram, pela empolgação em nossos encontros.Fizemos as gravações das vozes das crianças e conseguimos editar o filme que conta história de oradoras que conquistaram a construção de uma escola para crianças. Professoras Luciana Cunha Risso e Vanda Regina Pereira Marin
“ A história se aprende na escola, mas se constrõe fora dela.” (autor desconhecido)
O SONHO DE TRÊS MULHERES
Resgatar a história da Educação Infantil na comunidade e fora dela, está sendo mais que um projeto, pois os momentos prazerosos de rever e falar com pessoas que tem muito a contar de suas experiências e com que emoção nos relata os fatos ocorridos, e emocionantes e nos faz cada vez mais buscar informações, documentos enfim todos e tudo que possam enriquecer com detalhes o nosso projeto. Podemos dizer que literalmente fazemos esse trabalho com satisfação e prazer, é juntar o útil ao agradável. Temos plena convicção do acervo ainda será procurado para pesquisa, para isso precisamos nos aprofundar e contamos com o apoio para termos nosso MEMORIAL queremos aproveitar e agradecer muito, mais muito obrigada mesmo, a todos que confiaram e acreditaram e nós. Dizer o que todo esse trabalho esta nos ensinando e o que se nos sente em realizá-lo é muito difícil, pois é uma mistura de sentimentos que com palavras não se expressa queremos crescer com vocês e compartilhar de suas emoções, fale com a gente. (Vanda Marin)
Resgatar a história da Educação Infantil na comunidade e fora dela, está sendo mais que um projeto, pois os momentos prazerosos de rever e falar com pessoas que tem muito a contar de suas experiências e com que emoção nos relata os fatos ocorridos, e emocionantes e nos faz cada vez mais buscar informações, documentos enfim todos e tudo que possam enriquecer com detalhes o nosso projeto. Podemos dizer que literalmente fazemos esse trabalho com satisfação e prazer, é juntar o útil ao agradável. Temos plena convicção do acervo ainda será procurado para pesquisa, para isso precisamos nos aprofundar e contamos com o apoio para termos nosso MEMORIAL queremos aproveitar e agradecer muito, mais muito obrigada mesmo, a todos que confiaram e acreditaram e nós. Dizer o que todo esse trabalho esta nos ensinando e o que se nos sente em realizá-lo é muito difícil, pois é uma mistura de sentimentos que com palavras não se expressa queremos crescer com vocês e compartilhar de suas emoções, fale com a gente. (Vanda Marin)
Prefeito inaugura Escola no Jardim Nova Mercedes

A comunidade em parceria com a Sociedade Amigos do Bairro do Jardim Nova Mercedes, como resultado de muitas lutas a partir de presenças constantes na prefeitura Municipal de Campinas para propor, sugerir, solicitar e para algumas vezes protestar chegaram à vitória. A construção de uma Escola Estadual “Salvador Bove”, foi concretizada. Esta unidade educacional trouxe para as crianças mais tranqüilidade e segurança, uma vez que as famílias eram obrigadas a procurar nos bairros distantes alternativas para educação. Utilizavam transporte urbano pago pelos pais.Enfrentavam jornadas difíceis com longas horas de espera pelos ônibus, que na maioria das vezes não cumpriam o horário pré-estabelecido.Muitos pais eram obrigados a procurar na rodovia Santos Dumont outras alternativas. Com a fundação da escola concretizaram mais um sonho! (Texto: Luciana Risso e Vanda Marin).
O ARQUITO HENRIQUE LEME VOLTA AO PASSADO

O arquiteto Henrique Leme, 25 anos, volta ao passado e elabora o projeto da reprodução de venda dos lotes, em 1979, do Jardim Nova Mercedes. Ele sentiu prazer em poder realizar o projeto das vendas dos lotes para a contribuição do projeto “Memórias da Comunidade” e deste jornal. Com a sua visão de arquiteto, elaborou o panfleto de vendas dos lotes.A partir das entrevistas com os moradores do bairro pode perceber a importância de relembrar historias da comunidade.A distribuição desses panfletos fez com que o Jardim Nova Mercedes se tornasse um local interessante para a compra dos lotes.Atualmente muitos moradores ainda residem na comunidade. Nesse panfleto podemos visualizar hoje as 3 unidades escolares.Nos dias atuais, o Jardim Nova Mercedes se encontra cercado por novos bairros: conjunto Habitacional Bandeirantes, Jardim Bandeirantes, Jardim San Diego, Parque das Camélias e Parque dos Eldorados.(Texto: Luciana Risso, Vanda Marin)
EQUIPE GESTORA EMEI CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
MARIA REGINA TEIXEIRA - Sou mineira. Sou de Caldas, estado de Minas Gerais. Nasci no sítio e até sete anos de idade vivi lá. Minha infância no sítio envolvia a convivência com animais, o contato com a natureza e muita liberdade. Nossas brincadeiras eram criadas por nos mesmas. Naquela época não existiam muitos brinquedos fabricados e estávamos distante desse universo, ou seja, da cidade, local em que os brinquedos podiam ser exibidos pelas crianças ou nas lojas. Nós fabricávamos os nossos próprios brinquedos. Boneca de milho, boneca de pano, um fogãozinho de lenha no quintal... “Minha infância foi muito positiva.” Depois dos meus oito anos vim morar na cidade de Caldas para poder estudar. Nessa época, brincávamos na rua. Aprendi os jogos de rua como queimada, esconde-esconde, pega-pega. Escorregava em carrinho de rolimã encerado com sebo. Tudo isso foi muito legal.Fiz o magistério em Caldas e no período noturno fiz contabilidade. Depois de formada, logo fui lecionar na zona rural.Entrei na faculdade, em Poços de Caldas, mais não gostei. Tranquei minha matricula, e vim para Campinas, estudar. Optei em fazer Educação Física, e depois Pedagogia com especialização em Administração escolar e Supervisão.Entrei na Prefeitura Municipal de Campinas como professora e fiquei lecionando por 10 anos no ensino fundamental. Hoje ocupo do cargo de orientadora pedagógica e atualmente estou exercendo a função de diretor educacional. As brincadeiras na idade de zero a cinco anos são de extrema importância para o desenvolvimento das crianças. Não podemos deixar de pensar que as brincadeiras nos primeiros anos do Ensino fundamental também são de extrema importância, pois as crianças necessitam vivenciar experiências através de atividades lúdicas e os brinquedos e as brincadeiras são essências nessa etapa da vida.(Texto:Luciana Risso e Vanda Marin)
LILIAN DE CÁSSIA ALVISI
Sou mineira de Poços de Caldas. Minha infância foi muito criativa. Meus avôs paternos e maternos eram imigrantes italianos. Tive maior proximidade com meu avo Domenico, apaixonado por frutas. Ele trouxe da Itália seus conhecimentos sobre cultivos de plantas. Meus pais sempre nos levavam ao cinema, ao teatro e sempre tínhamos contato com os livros. Minha infância foi completa: carinho, afeto e brincadeiras. Quando tinha doze anos, comecei a trabalhar como professora de reforço. Eu me lembro que alguns pais vinham pedir ajuda para seus filhos nos estudos. Fui responsável por muitas crianças em suas tarefas de casa. Eu e minha irmã éramos muito procuradas pelos pais das crianças, que precisavam apoio escolar. Logo que completei quinze anos, como minha mãe era diretora de escola publica e houve um problema de saúde com uma das professoras, fui convidada para assumir uma sala de aula na educação infantil. Fiquei muito envolvida com a proposta educativa desta escola. Mesmo novinha sempre participei de movimentos ecológicos em Poços de Caldas. Sendo assim, trabalhei muito a questão do meio ambiente em sala de aula. Depois, cursei magistério e mais tarde a Faculdade de Pedagogia, quando vim para Campinas.Comecei minha vida acadêmica aos trinta anos de idade.Tive influência da minha mãe, para seguir a carreira do magistério. Minha mãe foi professora modelo. Era muito querida e muito ativa. Exerceu o cargo de diretora por muitos e muitos anos.Escolhi o magistério por uma opção política também, pois percebi que por meio da educação podemos pensar em um mundo mais generoso e solidário.
Eu escolhi a educação infantil, pois é a porta de entrada para a formação do indivíduo.A partir do contanto das crianças com as gerações mais velhas, podemos realizar uma troca de valores. Compreendo que na educação infantil as crianças podem vivenciar momentos significativos e momentos de aprendizagem em amplos aspectos. Mas somente quando as crianças puderem ser elas mesmas.O trabalho com a família e a comunidade é fundamental para que a criança se sinta integrada ao mundo que a cerca. (Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)
MARCIA RODRIGUES MUNHOZ
Sou de Marília, interior do Estado de São Paulo. Aquele tempo era muito bom, podíamos brincar na rua. Um tempo mais tranqüilo, com os primos e familiares. Era outra época. As brincadeiras eram mais simples, o dia durava uma eternidade. A minha mãe ficava em casa, orientando os filhos, ajudando nas brincadeiras.Quando eu cursei o magistério, era uma época de transformação, querendo sair da ditadura, de um ensino mais rígido. Peguei o último tempo do Instituto de Formação de Campinas, foi muito rígido, muito bom. Sempre acompanhei as novas tendências de educação. Ingressei na Rede Municipal de Campinas em 1981, com dezenove anos. Toda a bagagem da minha vida profissional foi através de cursos.Temos que pensar no melhor aprendizado da criança, pensar melhor no cotidiano da escola. Na minha carreira eu trabalhei dez anos em sala de aula como professora. Dezenove anos como vice-diretora. Quando eu comecei era muito novinha. Minha primeira escola foi em Barão Geraldo, uma escola muito boa, fui muito bem recebida pelos professores. Tive bons espelhos, bons modelos de professores e equipe gestora. O que mais me encantou quando entrei nessa escola foi um piano de calda. Tinha uma professora que tocava. Todos ficavam encantados. (Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)
LILIAN DE CÁSSIA ALVISI
Sou mineira de Poços de Caldas. Minha infância foi muito criativa. Meus avôs paternos e maternos eram imigrantes italianos. Tive maior proximidade com meu avo Domenico, apaixonado por frutas. Ele trouxe da Itália seus conhecimentos sobre cultivos de plantas. Meus pais sempre nos levavam ao cinema, ao teatro e sempre tínhamos contato com os livros. Minha infância foi completa: carinho, afeto e brincadeiras. Quando tinha doze anos, comecei a trabalhar como professora de reforço. Eu me lembro que alguns pais vinham pedir ajuda para seus filhos nos estudos. Fui responsável por muitas crianças em suas tarefas de casa. Eu e minha irmã éramos muito procuradas pelos pais das crianças, que precisavam apoio escolar. Logo que completei quinze anos, como minha mãe era diretora de escola publica e houve um problema de saúde com uma das professoras, fui convidada para assumir uma sala de aula na educação infantil. Fiquei muito envolvida com a proposta educativa desta escola. Mesmo novinha sempre participei de movimentos ecológicos em Poços de Caldas. Sendo assim, trabalhei muito a questão do meio ambiente em sala de aula. Depois, cursei magistério e mais tarde a Faculdade de Pedagogia, quando vim para Campinas.Comecei minha vida acadêmica aos trinta anos de idade.Tive influência da minha mãe, para seguir a carreira do magistério. Minha mãe foi professora modelo. Era muito querida e muito ativa. Exerceu o cargo de diretora por muitos e muitos anos.Escolhi o magistério por uma opção política também, pois percebi que por meio da educação podemos pensar em um mundo mais generoso e solidário.
Eu escolhi a educação infantil, pois é a porta de entrada para a formação do indivíduo.A partir do contanto das crianças com as gerações mais velhas, podemos realizar uma troca de valores. Compreendo que na educação infantil as crianças podem vivenciar momentos significativos e momentos de aprendizagem em amplos aspectos. Mas somente quando as crianças puderem ser elas mesmas.O trabalho com a família e a comunidade é fundamental para que a criança se sinta integrada ao mundo que a cerca. (Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)
MARCIA RODRIGUES MUNHOZ
Sou de Marília, interior do Estado de São Paulo. Aquele tempo era muito bom, podíamos brincar na rua. Um tempo mais tranqüilo, com os primos e familiares. Era outra época. As brincadeiras eram mais simples, o dia durava uma eternidade. A minha mãe ficava em casa, orientando os filhos, ajudando nas brincadeiras.Quando eu cursei o magistério, era uma época de transformação, querendo sair da ditadura, de um ensino mais rígido. Peguei o último tempo do Instituto de Formação de Campinas, foi muito rígido, muito bom. Sempre acompanhei as novas tendências de educação. Ingressei na Rede Municipal de Campinas em 1981, com dezenove anos. Toda a bagagem da minha vida profissional foi através de cursos.Temos que pensar no melhor aprendizado da criança, pensar melhor no cotidiano da escola. Na minha carreira eu trabalhei dez anos em sala de aula como professora. Dezenove anos como vice-diretora. Quando eu comecei era muito novinha. Minha primeira escola foi em Barão Geraldo, uma escola muito boa, fui muito bem recebida pelos professores. Tive bons espelhos, bons modelos de professores e equipe gestora. O que mais me encantou quando entrei nessa escola foi um piano de calda. Tinha uma professora que tocava. Todos ficavam encantados. (Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)
O GUARDA DA ESCOLA TAMBÉM CONTA HISTÓRIAS

Luis Antônio Gonçalves., nasceu em Guaranésia, no estado de Minas Gerais. As brincadeiras de lá eram muito simples. Era carrinho de sabugo, carrinho de chuchu, carrinho de abobrinha, carrinho de latinha. Eram esses carrinhos que brincávamos. Era muito difícil comprar um carrinho naquela época. Sempre brincávamos no sitio. As brincadeiras poucas meninas participavam, a maioria era menino. Quando fui à escola era na roça. Eu tinha entre oito ou nove anos. A escola tinha duas salas de aula. Era uma escola ate boa. Nessa época não havia merenda.Trabalhei na pré-escola Formiguinha Falante como guarda e, hoje, estou trabalhando na FUMEC.(Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)

VOVÓ MARIQUINHA
Minha infância é de criança mesmo, nos que temos muitos anos não lembramos muitas coisas, foi uma vida lá na roça, ajudando meu pai a plantar milho. Eu sinto saudades daquele tempo da escola de Descoberto minha professora Dalva nos ensaiavam a recitar versinhos para dias especiais como dia das mães e no dia-a-dia . Ficaram guardados em minha memória dois lindos versinhos.
“_ Mãe palavra tão suave que repito todo dia como gorjeio de uma ave como um hino de alegria.”
E a outra vez que recitei foi...
“_ No quintal de minha casa há um pé de abacaxi que já deu por engano dois cajus e um sapoti.”. Vó Mariquinha.
Dona Mariquinha
Aquela merenda gostosa e cheirosa que as crianças saboreavam e pediam para repetir, era feita pela vovó Mariquinha assim chamada carinhosamente, por todos Maria Pimenta Ravanhani ao falar sobre o seu trabalho com as crianças voltou anos atrás lembrou-se do seu tempo de escola, quando era criança. E com a voz embargada de emoção, recitou os versinhos que marcaram que marcaram tua vida
( Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)
PROFESSORA DENISE DEPOIS DE 21 ANOS
Passei minha infância toda em Campinas, pois morávamos na vila 31 de Março, minha infância foi muito gostosa, brincava de amarelinha, esconde-esconde, pular corda, não tínhamos brinquedos maias tinha muita criatividade. Não frequentei a escola de educação infantil. Minha mãe não trabalhava. Na década de 60 a escola tinha uma visão assistencialista e não educacional. Sendo assim as vagas eram para as mães que trabalhavam. Vim trabalhar no Jardim Nova Mercedes para substituir a licença gestante da professora Eva.A população valorizava muito o professor. A comunidade era muito prestativa e receptiva. Chorei muito quando sai daqui. Foi um local muito presente. Eu recebi e dava muito amor. Era recíproco.Sempre tive de elaborar meus materias pedagógicos, para transformar o ambiente escolar mais rico e diversificado.Foi uma época difícil que valeu muito a pena, foi um aprendizado na vida. Eu amo a educação infantil. Querendo ou não quando você não tem condições favoráveis para fazer você se desdobra. Você acaba se tornando criativa, acrescentando na vida profissional.O relacionamento era ótimo entre todos!Quero parabenizar vocês pelo projeto. Já se passaram vinte e um anos. É um resgate histórico. É a história que não se apaga. São coisas assim, que não se pode apagar.( Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)
SUPERVISORA DO MOBRAL
MIRIAM BENEDITA DE CASTRO
A senhora Miriam Benedita de Castro, nos recebeu no NAED SUL, no dia 16 de setembro de 2010. Relatou-nos sobre o Jardim Nova Mercedes e sobre sua carreira no Magistério. “Comecei na prefeitura muito cedo, em 1979. Poderia ter iniciado antes em 1976. No magistério houve um convite da prefeitura para as alunas para trabalharem. E eu com meu lado social, resolvi trabalhar nos Núcleos Educacionais, que não tinha nada com a prefeitura e sim, com a Promoção. A prefeitura mandava professores para as escolas. Trabalhei em vários bairros de Campinas: Vila Rica, Santa Lúcia e outros. Eu trabalhava nos Núcleos e escolas particulares, com realidades diferentes e carência muito grande. Cheguei ao Jardim Nova Mercedes, em 1989. Comecei a trabalhar na Associação. Nessa época o Secretario de Educação era o Brian e a diretora pedagógica era a Corinta. Eu me escrevi para o concurso, sete se classificaram, nesse concurso eu tirei o primeiro lugar. Fiz uma entrevista para perceber se tínhamos uma relação com o trabalho social. A FUMEC tinha essa proposta pedagógica e social. A minha opção já era trabalhar com as crianças carentes e com escolas de periferia. A partir daí, havia blocos de escolas com mais ou menos 11 escolas e dentro dessas escolas havia a pré-escola “Formiguinha Falante.” O bairro Nova Mercedes era um bairro muito distante, todas as escolas da FUMEC eram distantes.Eu tinha escola no jardim Capivari, Jardim Márcia, Santa Lucia, Jardim Yeda. A pré-escola Formiguinha Falante pertencia ao meu bloco saia da minha região, como fosse a última da estrada que era Rodovia Santos Dumont. Esse bairro foi de gente lutadora!
As escolas eram todas nas sociedades de bairro, mas a Formiguinha, era uma sala só, no fundo tinha cozinha. A dificuldade era muito grande nesse período. As professoras propunham um trabalho diferenciado com as crianças, com materias diversificados. Tudo era precário, tudo doação, as professoras faziam propostas diferentes para essas crianças. A escola sempre promovia festas junto com a comunidade. Hoje me encontro emocionada, pois estou recordando uma fase de minha vida, que foi maravilhosa, interessante e de muita aprendizagem. Ao pensar na educação de hoje, me remeto ao passado, pois gostaria que a educação tivesse a visão de antes, sem preconceitos, considerar mais a criança, considerar mais o outro, que trabalha comigo e a comunidade. “Este trabalho é maravilhoso. É um resgate de carinho e de amor.(Texto Luciana Risso e Vanda Marin)
COORDENADORAS E SUPERVISORIAS DO MOBRAL

CLARICE BRADÃO COSTANTINO
Sou natural da cidade de Santos, estado de São Paulo. Tive uma infância tranquila, podia brincar muito na calçada, na rua, brincava muito de pega-pega, amarelinha e brincadeiras de antigamente. Meus pais me matricularam em uma pré-escola. Dona Amélia alfabetizava com a ‘Cartilha do Povo’. Com cinco anos eu já sabia ler e escrever.Estudei em escola publica e já pensava em ser professora. Para ingressar no curso do magistério, tínhamos de fazer um teste para o curso Normal. As vagas eram muito concorridas, tive de fazer dois meses de cursinho.“Casei-me, tive dois filhos, meu marido faleceu e meu pai me deu muita força para terminar o Normal. Naquele tempo havia um curso que se chamava CURSO DE ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS, oferecido pela Delegacia de Ensino Estadual.Em 1969, começou um movimento grande aqui em Campinas com o lema “Se você sabe um pouco, ensina quem não sabe nada.”Nesse período não havia necessidade de ser formada, para lecionar.Escolhi no Jardim Boa Vista em Campinas. Tinha sete salas, todas lotadas de homens e mulheres que acreditavam que o estudo poderia melhorar a sua vida. Com o tempo a diretora do MOBRAL, achou melhor ter um uma encarregada como se fosse uma diretora. Fui escolhida, pois era a única professora com o curso Normal.(Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)
VERA MARIA PARANHOS BORELLI
Vera Maria Paranhos Borelli, nasceu em São Paulo. Seus pais educaram os filhos com uma educação rígida.
“Nessa época não havia televisão, ouvíamos rádio, mas era muito difícil parar para ouvir. Eu e meus irmãos entrosávamos muito bem, sempre estávamos juntos brincando, jogando e criando novas brincadeiras. Minha infância foi muito boa e feliz.Estudei em várias escolas de diferentes estados, meu pai viajava muito por causa do serviço.Terminando o ginásio, fui estudar na Escola Estadual “Carlos Gomes”, o antigo Normal. Logo que terminei o magistério, não fui lecionar, já gostava muito da área administrativa e pedagógica.Por alguns anos fiquei cuidando de minhas filhas, somente quando elas cresceram um pouquinho, voltei para lecionar, pois o período de trabalho era apenas 4 horas. Uma vizinha me convidou para lecionar como alfabetizadora do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), em uma escola perto de minha residência. Nesse período aconteceu um crescimento de salas de aulas e recisavam de um número maior de supervisora para visitar as salas de alfabetização. Logo depois fui convidada para ser agente de mobilização do MOBRAL, cuja função era integrar a comunidade com a escola.Em nosso trabalho o ponto principal era a criança, tudo era feito em torno do desenvolvimento global da criança. Não importa o local nem o material. Não importa o monitor que esta lá. O importante que o trabalho saia perfeito.”(Texto: Luciana risso e Vanda Marin)
EDITORIAL - JORNAL MEMORIA DA COMUNIDADE
EMEI CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL DA ESCOLA
EDITORIAL
A edição especial deste jornal reúne experiências educativas e compõe a II Mostra Cultural: Memórias da Comunidade: Educação, Artes e Relatos fruto da criação, construção e produção das crianças e da comunidade em um percurso de lutas e de conquistas. O trabalho foi desencadeado pela proposta do Núcleo de Ação Educativa Descentralizada Sul e busca desenvolver junto às escolas de sua abrangência a recuperação da memória evidenciada pela história de cada escola, pelos movimentos de luta das comunidades atendidas e pelas ações educativas promovidas pelo projeto pedagógico. As ações são organizadas por um grupo constituído por professores e por outros profissionais da educação que, periodicamente, socializam as iniciativas das escolas, discutem novas possibilidades e participam da formação continuada em cursos que subsidiam as ações. A EMEI Carlos Drummond de Andrade marca sua participação neste trabalho com a proposta de desenvolver o Projeto Memórias da Comunidade. A iniciativa tem como objetivo divulgar e difundir o trabalho realizado com história oral e evidenciar sua importância na construção e reconstrução de valores bem como na apropriação de novos conhecimentos, ressaltando a importância da preservação de diferentes suportes da memória. O Projeto vem sendo desenvolvido desde 2009 a partir de ações educativas que resultaram na produção de livros de literatura infantil e na edição de vídeo documentário que abordou experiências vividas pelos moradores dos bairros, que circundam esta unidade escolar. No início de 2010, a temática “memórias da comunidade” tornou-se eixo norteador do projeto pedagógico e possibilitou ampliar a participação dos profissionais em projetos específicos como profissões, história da educação infantil em Campinas e meio ambiente, o que contribui para o aprofundamento de conhecimentos e para o desdobramento de outras ações. O projeto proporcionou aos funcionários que, atuam desde a fundação da escola, realizarem a partir da metodologia da história oral encontros com antigas professoras para que diferentes aspectos da educação em Campinas e no Bairro Jardim Nova Mercedes pudessem ser evidenciados. A participação dos educadores em oficinas de formação continuada favoreceu o desenvolvimento de diferentes conhecimentos no âmbito da tecnologia e da arte, da recuperação e conservação de documentos históricos, da organização de memorial escolar, propiciando trocas de experiências, discussões e reflexões sobre questões pertinentes a esse trabalho.Destacamos na mostra, dois trabalhos de vídeo. O primeiro intitulado “As Três Mulheres”, realizado com a participação das crianças, que narra a história de três mulheres do bairro Jardim Nova Mercedes e remete-nos à trajetória de luta vivenciada por essas mulheres, na busca por estrutura de educação no bairro. O segundo vídeo destaca um trabalho preliminar, que reúne entrevistas realizadas com os moradores e diferentes profissionais da área da educação. Percebemos nestes processos que a participação popular registrada pelo esforço e pelo envolvimento do cidadão, das famílias e da comunidade contribuiu de maneira efetiva para a melhoria das condições estruturais existente hoje no bairro. Um exemplo vivo da luta por melhores condições de vida desta população. As memórias do bairro consolidadas a partir do contato entre gerações têm promovido na EMEI Carlos Drummond de Andrade um movimento de trabalho que envolve e promove diferentes linguagens e saberes.(Maria Regina Teixeira)
EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL DA ESCOLA
EDITORIAL
A edição especial deste jornal reúne experiências educativas e compõe a II Mostra Cultural: Memórias da Comunidade: Educação, Artes e Relatos fruto da criação, construção e produção das crianças e da comunidade em um percurso de lutas e de conquistas. O trabalho foi desencadeado pela proposta do Núcleo de Ação Educativa Descentralizada Sul e busca desenvolver junto às escolas de sua abrangência a recuperação da memória evidenciada pela história de cada escola, pelos movimentos de luta das comunidades atendidas e pelas ações educativas promovidas pelo projeto pedagógico. As ações são organizadas por um grupo constituído por professores e por outros profissionais da educação que, periodicamente, socializam as iniciativas das escolas, discutem novas possibilidades e participam da formação continuada em cursos que subsidiam as ações. A EMEI Carlos Drummond de Andrade marca sua participação neste trabalho com a proposta de desenvolver o Projeto Memórias da Comunidade. A iniciativa tem como objetivo divulgar e difundir o trabalho realizado com história oral e evidenciar sua importância na construção e reconstrução de valores bem como na apropriação de novos conhecimentos, ressaltando a importância da preservação de diferentes suportes da memória. O Projeto vem sendo desenvolvido desde 2009 a partir de ações educativas que resultaram na produção de livros de literatura infantil e na edição de vídeo documentário que abordou experiências vividas pelos moradores dos bairros, que circundam esta unidade escolar. No início de 2010, a temática “memórias da comunidade” tornou-se eixo norteador do projeto pedagógico e possibilitou ampliar a participação dos profissionais em projetos específicos como profissões, história da educação infantil em Campinas e meio ambiente, o que contribui para o aprofundamento de conhecimentos e para o desdobramento de outras ações. O projeto proporcionou aos funcionários que, atuam desde a fundação da escola, realizarem a partir da metodologia da história oral encontros com antigas professoras para que diferentes aspectos da educação em Campinas e no Bairro Jardim Nova Mercedes pudessem ser evidenciados. A participação dos educadores em oficinas de formação continuada favoreceu o desenvolvimento de diferentes conhecimentos no âmbito da tecnologia e da arte, da recuperação e conservação de documentos históricos, da organização de memorial escolar, propiciando trocas de experiências, discussões e reflexões sobre questões pertinentes a esse trabalho.Destacamos na mostra, dois trabalhos de vídeo. O primeiro intitulado “As Três Mulheres”, realizado com a participação das crianças, que narra a história de três mulheres do bairro Jardim Nova Mercedes e remete-nos à trajetória de luta vivenciada por essas mulheres, na busca por estrutura de educação no bairro. O segundo vídeo destaca um trabalho preliminar, que reúne entrevistas realizadas com os moradores e diferentes profissionais da área da educação. Percebemos nestes processos que a participação popular registrada pelo esforço e pelo envolvimento do cidadão, das famílias e da comunidade contribuiu de maneira efetiva para a melhoria das condições estruturais existente hoje no bairro. Um exemplo vivo da luta por melhores condições de vida desta população. As memórias do bairro consolidadas a partir do contato entre gerações têm promovido na EMEI Carlos Drummond de Andrade um movimento de trabalho que envolve e promove diferentes linguagens e saberes.(Maria Regina Teixeira)
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