MIRIAM BENEDITA DE CASTRO
A senhora Miriam Benedita de Castro, nos recebeu no NAED SUL, no dia 16 de setembro de 2010. Relatou-nos sobre o Jardim Nova Mercedes e sobre sua carreira no Magistério. “Comecei na prefeitura muito cedo, em 1979. Poderia ter iniciado antes em 1976. No magistério houve um convite da prefeitura para as alunas para trabalharem. E eu com meu lado social, resolvi trabalhar nos Núcleos Educacionais, que não tinha nada com a prefeitura e sim, com a Promoção. A prefeitura mandava professores para as escolas. Trabalhei em vários bairros de Campinas: Vila Rica, Santa Lúcia e outros. Eu trabalhava nos Núcleos e escolas particulares, com realidades diferentes e carência muito grande. Cheguei ao Jardim Nova Mercedes, em 1989. Comecei a trabalhar na Associação. Nessa época o Secretario de Educação era o Brian e a diretora pedagógica era a Corinta. Eu me escrevi para o concurso, sete se classificaram, nesse concurso eu tirei o primeiro lugar. Fiz uma entrevista para perceber se tínhamos uma relação com o trabalho social. A FUMEC tinha essa proposta pedagógica e social. A minha opção já era trabalhar com as crianças carentes e com escolas de periferia. A partir daí, havia blocos de escolas com mais ou menos 11 escolas e dentro dessas escolas havia a pré-escola “Formiguinha Falante.” O bairro Nova Mercedes era um bairro muito distante, todas as escolas da FUMEC eram distantes.Eu tinha escola no jardim Capivari, Jardim Márcia, Santa Lucia, Jardim Yeda. A pré-escola Formiguinha Falante pertencia ao meu bloco saia da minha região, como fosse a última da estrada que era Rodovia Santos Dumont. Esse bairro foi de gente lutadora!
As escolas eram todas nas sociedades de bairro, mas a Formiguinha, era uma sala só, no fundo tinha cozinha. A dificuldade era muito grande nesse período. As professoras propunham um trabalho diferenciado com as crianças, com materias diversificados. Tudo era precário, tudo doação, as professoras faziam propostas diferentes para essas crianças. A escola sempre promovia festas junto com a comunidade. Hoje me encontro emocionada, pois estou recordando uma fase de minha vida, que foi maravilhosa, interessante e de muita aprendizagem. Ao pensar na educação de hoje, me remeto ao passado, pois gostaria que a educação tivesse a visão de antes, sem preconceitos, considerar mais a criança, considerar mais o outro, que trabalha comigo e a comunidade. “Este trabalho é maravilhoso. É um resgate de carinho e de amor.(Texto Luciana Risso e Vanda Marin)
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