quarta-feira, 7 de setembro de 2011

EQUIPE GESTORA EMEI CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

MARIA REGINA TEIXEIRA - Sou mineira. Sou de Caldas, estado de Minas Gerais. Nasci no sítio e até sete anos de idade vivi lá. Minha infância no sítio envolvia a convivência com animais, o contato com a natureza e muita liberdade. Nossas brincadeiras eram criadas por nos mesmas. Naquela época não existiam muitos brinquedos fabricados e estávamos distante desse universo, ou seja, da cidade, local em que os brinquedos podiam ser exibidos pelas crianças ou nas lojas. Nós fabricávamos os nossos próprios brinquedos. Boneca de milho, boneca de pano, um fogãozinho de lenha no quintal... “Minha infância foi muito positiva.” Depois dos meus oito anos vim morar na cidade de Caldas para poder estudar. Nessa época, brincávamos na rua. Aprendi os jogos de rua como queimada, esconde-esconde, pega-pega. Escorregava em carrinho de rolimã encerado com sebo. Tudo isso foi muito legal.Fiz o magistério em Caldas e no período noturno fiz contabilidade. Depois de formada, logo fui lecionar na zona rural.Entrei na faculdade, em Poços de Caldas, mais não gostei. Tranquei minha matricula, e vim para Campinas, estudar. Optei em fazer Educação Física, e depois Pedagogia com especialização em Administração escolar e Supervisão.Entrei na Prefeitura Municipal de Campinas como professora e fiquei lecionando por 10 anos no ensino fundamental. Hoje ocupo do cargo de orientadora pedagógica e atualmente estou exercendo a função de diretor educacional. As brincadeiras na idade de zero a cinco anos são de extrema importância para o desenvolvimento das crianças. Não podemos deixar de pensar que as brincadeiras nos primeiros anos do Ensino fundamental também são de extrema importância, pois as crianças necessitam vivenciar experiências através de atividades lúdicas e os brinquedos e as brincadeiras são essências nessa etapa da vida.(Texto:Luciana Risso e Vanda Marin)

LILIAN DE CÁSSIA ALVISI
Sou mineira de Poços de Caldas. Minha infância foi muito criativa. Meus avôs paternos e maternos eram imigrantes italianos. Tive maior proximidade com meu avo Domenico, apaixonado por frutas. Ele trouxe da Itália seus conhecimentos sobre cultivos de plantas. Meus pais sempre nos levavam ao cinema, ao teatro e sempre tínhamos contato com os livros. Minha infância foi completa: carinho, afeto e brincadeiras. Quando tinha doze anos, comecei a trabalhar como professora de reforço. Eu me lembro que alguns pais vinham pedir ajuda para seus filhos nos estudos. Fui responsável por muitas crianças em suas tarefas de casa. Eu e minha irmã éramos muito procuradas pelos pais das crianças, que precisavam apoio escolar. Logo que completei quinze anos, como minha mãe era diretora de escola publica e houve um problema de saúde com uma das professoras, fui convidada para assumir uma sala de aula na educação infantil. Fiquei muito envolvida com a proposta educativa desta escola. Mesmo novinha sempre participei de movimentos ecológicos em Poços de Caldas. Sendo assim, trabalhei muito a questão do meio ambiente em sala de aula. Depois, cursei magistério e mais tarde a Faculdade de Pedagogia, quando vim para Campinas.Comecei minha vida acadêmica aos trinta anos de idade.Tive influência da minha mãe, para seguir a carreira do magistério. Minha mãe foi professora modelo. Era muito querida e muito ativa. Exerceu o cargo de diretora por muitos e muitos anos.Escolhi o magistério por uma opção política também, pois percebi que por meio da educação podemos pensar em um mundo mais generoso e solidário.
Eu escolhi a educação infantil, pois é a porta de entrada para a formação do indivíduo.A partir do contanto das crianças com as gerações mais velhas, podemos realizar uma troca de valores. Compreendo que na educação infantil as crianças podem vivenciar momentos significativos e momentos de aprendizagem em amplos aspectos. Mas somente quando as crianças puderem ser elas mesmas.O trabalho com a família e a comunidade é fundamental para que a criança se sinta integrada ao mundo que a cerca. (Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)


MARCIA RODRIGUES MUNHOZ
Sou de Marília, interior do Estado de São Paulo. Aquele tempo era muito bom, podíamos brincar na rua. Um tempo mais tranqüilo, com os primos e familiares. Era outra época. As brincadeiras eram mais simples, o dia durava uma eternidade. A minha mãe ficava em casa, orientando os filhos, ajudando nas brincadeiras.Quando eu cursei o magistério, era uma época de transformação, querendo sair da ditadura, de um ensino mais rígido. Peguei o último tempo do Instituto de Formação de Campinas, foi muito rígido, muito bom. Sempre acompanhei as novas tendências de educação. Ingressei na Rede Municipal de Campinas em 1981, com dezenove anos. Toda a bagagem da minha vida profissional foi através de cursos.Temos que pensar no melhor aprendizado da criança, pensar melhor no cotidiano da escola. Na minha carreira eu trabalhei dez anos em sala de aula como professora. Dezenove anos como vice-diretora. Quando eu comecei era muito novinha. Minha primeira escola foi em Barão Geraldo, uma escola muito boa, fui muito bem recebida pelos professores. Tive bons espelhos, bons modelos de professores e equipe gestora. O que mais me encantou quando entrei nessa escola foi um piano de calda. Tinha uma professora que tocava. Todos ficavam encantados. (Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)

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