quarta-feira, 7 de setembro de 2011

COORDENADORAS E SUPERVISORIAS DO MOBRAL



CLARICE BRADÃO COSTANTINO
Sou natural da cidade de Santos, estado de São Paulo. Tive uma infância tranquila, podia brincar muito na calçada, na rua, brincava muito de pega-pega, amarelinha e brincadeiras de antigamente. Meus pais me matricularam em uma pré-escola. Dona Amélia alfabetizava com a ‘Cartilha do Povo’. Com cinco anos eu já sabia ler e escrever.Estudei em escola publica e já pensava em ser professora. Para ingressar no curso do magistério, tínhamos de fazer um teste para o curso Normal. As vagas eram muito concorridas, tive de fazer dois meses de cursinho.“Casei-me, tive dois filhos, meu marido faleceu e meu pai me deu muita força para terminar o Normal. Naquele tempo havia um curso que se chamava CURSO DE ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS, oferecido pela Delegacia de Ensino Estadual.Em 1969, começou um movimento grande aqui em Campinas com o lema “Se você sabe um pouco, ensina quem não sabe nada.”Nesse período não havia necessidade de ser formada, para lecionar.Escolhi no Jardim Boa Vista em Campinas. Tinha sete salas, todas lotadas de homens e mulheres que acreditavam que o estudo poderia melhorar a sua vida. Com o tempo a diretora do MOBRAL, achou melhor ter um uma encarregada como se fosse uma diretora. Fui escolhida, pois era a única professora com o curso Normal.(Texto: Luciana Risso e Vanda Marin)

VERA MARIA PARANHOS BORELLI
Vera Maria Paranhos Borelli, nasceu em São Paulo. Seus pais educaram os filhos com uma educação rígida.
“Nessa época não havia televisão, ouvíamos rádio, mas era muito difícil parar para ouvir. Eu e meus irmãos entrosávamos muito bem, sempre estávamos juntos brincando, jogando e criando novas brincadeiras. Minha infância foi muito boa e feliz.Estudei em várias escolas de diferentes estados, meu pai viajava muito por causa do serviço.Terminando o ginásio, fui estudar na Escola Estadual “Carlos Gomes”, o antigo Normal. Logo que terminei o magistério, não fui lecionar, já gostava muito da área administrativa e pedagógica.Por alguns anos fiquei cuidando de minhas filhas, somente quando elas cresceram um pouquinho, voltei para lecionar, pois o período de trabalho era apenas 4 horas. Uma vizinha me convidou para lecionar como alfabetizadora do MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), em uma escola perto de minha residência. Nesse período aconteceu um crescimento de salas de aulas e recisavam de um número maior de supervisora para visitar as salas de alfabetização. Logo depois fui convidada para ser agente de mobilização do MOBRAL, cuja função era integrar a comunidade com a escola.Em nosso trabalho o ponto principal era a criança, tudo era feito em torno do desenvolvimento global da criança. Não importa o local nem o material. Não importa o monitor que esta lá. O importante que o trabalho saia perfeito.”(Texto: Luciana risso e Vanda Marin)

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